quarta-feira, 29 de junho de 2016

Governo que persegue denunciantes jamais poderá equilibrar suas contas!

O atual presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, poderia ter demonstrado rejeição às práticas do PT, revisando o processo administrativo ilegal e fraudulento que promoveram contra mim.

Mas apresentaram recusa, dizendo que a norma interna impede a revisão - um pretexto descabido. Pois a revisão está prevista no artigo 65 da lei 9784. E nenhuma norma interna se pode sobrepor à lei federal.

Veja, nos links que seguem, cópia do pedido e da recusa.

Fui gravemente constrangida no ambiente de trabalho e demitida por denunciar evidências de ilegalidade em procedimentos realizados no Banco do Brasil (veja detalhes em matéria de 09/04/2016 neste blogue).

Qualquer governo encontra dificuldades para evitar fraudes e corrupção. Mas, quando um governo encoraja agentes públicos a realizarem essas práticas, perseguindo quem as denuncia, nunca poderá ter dinheiro suficiente para tantos ladrões.

Recusa arbitrária a pedido de impeachment e a recurso

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, depois de recusar o meu pedido de impeachment, citando motivos improcedentes, recusou-se a submeter meu recurso ao plenário, de forma ilegal e arbitrária.

Veja, nos links que seguem, cópia do pedido, do recurso e das respostas ao pedido e ao recurso.

Solicitei apoio à Defensoria Pública da União para recorrer ao STF. Mas, quando tentei agendar horário de atendimento, na unidade de Florianópolis, pediram para adiantar o assunto e depois telefonaram dizendo que não me atenderiam.

Encaminhei reclamação à ouvidoria do órgão.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

A confusão dos “evangelhos” de Paulo

Reconheço a excelente qualidade de alguns textos bíblicos de Paulo, mas outros, me causam extremo desconforto. Acho que todos compreendem isso, sendo eu uma mulher confiante em mim mesma: certa de ter minha própria cabeça.

E acredito que nem o mais machista dos homens possa afirmar que os textos de Paulo expressam justiça, vendo quanto insultam todas as mulheres. Em 1 Coríntios 11, ele diz absurdos, pretendendo justificar o uso de véus. Muitas outras orientações são extremamente ofensivas:

As mulheres devem permanecer caladas nas igrejas. Porque não lhes é permitido falar. Mas estejam submissas como também a lei ordena.
Se quiserem aprender alguma coisa, perguntem em casa ao marido, porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja” (1 Coríntios 14.34-35).

A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão; salvar-se-á, todavia, dando à luz filhos, se permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação” (1 Timóteo 2.12-15).

Assim Paulo altera o texto de Gênesis, culpando a mulher pelo pecado e inocentando Adão. Mas a verdade registrada na Bíblia é que ambos pecaram. Ambos foram condenados por Deus.

Segundo o Gêneses 3.16, na sentença que Deus proferiu contra nós mulheres, além dos sofrimentos da gravidez e do parto, consta: “...o teu desejo será para o teu marido e ele te governará”. Não há nada além disso.

Está, portanto, claro que de modo algum Deus condenou a mulher a viver humilhada, proibida de falar em igrejas, obrigada a esconder-se sob véu; muito menos a ser tratada como corpo sem cabeça.

Tampouco há base bíblica para afirmar a inocência de Adão.

Em Gênesis 3.17-19, vê-se que a sentença que ele recebeu é também muito severa: “...Porque deste ouvidos à voz da tua mulher e comeste da árvore da qual te ordenei: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; com sofrimento comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e ervas daninhas; e terás de comer das plantas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste tirado; porque és pó e ao pó tornarás.”

Assim está claro que não foi Deus quem colocou toda a culpa na mulher: foram os homens. E Paulo expressa essa visão mundana, na carta à Timóteo.

Está registrado na Bíblia que Paulo, além de ser cidadão romano, era judeu de elevado nível social. Como tal, foi discípulo de um importante mestre chamado Gamaliel. Sua obra mostra que conhecia as escrituras.

Mas acho que se pode compreender seu erro ao citar Gênesis, vendo a facilidade que temos para localizar um texto na bíblia on-line e a dificuldade para fazer o mesmo no volume de uma bíblia impressa. É certo que muito mais dificuldade tinham aqueles que estudavam por meio de pergaminhos, que eram feitos em rolos e suas cópias eram manuais, portanto, raras como nem podemos imaginar.

Então, naquele tempo, era muito fácil corromper o texto bíblico e espalhar esse tipo de corruptela.

Muitas denúncias proferidas por Jesus Cristo permitem entender que a sociedade judaica assim corrompia alguns textos, de acordo com seus interesses.

Tampouco há fundamento, em nenhuma parte da Bíblia, para dizer que a mulher somente seria preservada “...dando à luz filhos...”. Mas sabemos que a sociedade machista necessita de soldados e que lhe convém comprometer a mulher com a maternidade. Pois fica difícil conciliá-la com o exercício de poder.

De modo que estou certa de que não foi Paulo quem inventou essa crueldade contra as mulheres. Nesse tema, penso que sua natureza humana, mundana, prevaleceu: as tradições judaicas e a educação que recebeu prevaleceram sobre a boa-nova. Assim como tantas vezes nossa própria natureza prevalece, contra nossa vontade de seguir as orientações de Jesus Cristo.

Tanto Paulo demonstra confusão ao tratar desse tema, que ele próprio se contradiz em 1 Coríntios 7.38: “De modo que aquele que dá em casamento a sua filha donzela, faz bem; mas o que não a der, fará melhor.”

Então numa carta Paulo afirma que as mulheres somente se salvam tendo filhos. Em outra carta, afirma que é melhor que as moças permaneçam solteiras.

Essa contradição demonstra que Paulo vivia a mesma luta interior dos cristãos atuais: enfrentava a mesma dificuldade no acolhimento da boa-nova de Jesus Cristo, em razão de sua oposição com as tradições ou costumes do mundo.

Tanto é assim que, a partir do versículo 25 do capítulo 7 de 1 Coríntios, Paulo faz muitas considerações antes de concluir esse assunto. E começa explicando que não tinha orientação específica de Jesus Cristo, que falava segundo sua própria opinião, mas acreditando ter sido capacitado por Deus a falar: “como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel”. De modo que fica claro que se questionou sobre o tema e orou, antes de se manifestar.

Ainda assim, ele fala aos pais, como se a mulher não tivesse mesmo uma cabeça própria e fosse obrigada a sujeitar-se à decisão de seu pai, de mantê-la solteira: um completo absurdo.

Toda essa crueldade contra as mulheres combina apenas com a atitude daqueles judeus que levaram uma mulher à presença de Jesus, acusando-a de adultério, sem nem mencionar o homem que participara do tal ato. Parece que só reconheciam a capacidade de discernimento das mulheres no momento de condená-las.

Mas tudo isso certamente contradiz a atitude de Jesus Cristo, que tratou aquela mulher com imparcialidade, fazendo ver que homens pecadores jamais poderiam condená-la. Mostrando ainda que a mulher é tratada por Deus com dignidade e misericórdia, tanto quanto o homem.

E está claro que a crueldade contra as mulheres contraria sobretudo a natureza de Deus, pois Ele é justo e misericordioso. E a ideia de que as mulheres somente seriam salvas tendo filhos é extremamente injusta com as estéreis e com todas as mulheres que decidem não ter filhos, mas são grandiosas, dedicando-se a trabalhos em diversas áreas. Indo muito além de profissões nas áreas de Educação, Saúde ou relacionadas de algum modo à maternidade e casa, como alguns ainda nos pretendem restringir.

Por tudo isso, entendo que os textos de Paulo ficariam melhor se fossem colocados ao nível dos textos de Lutero, Agostinho e tantos outros autores cristãos grandiosos, mas simples intérpretes dos evangelhos.

Pois, recebendo a designação “evangelhos” e colocados junto dos textos daqueles que narraram a vida e a palavra de Jesus Cristo, esses textos podem causar muita confusão, sobretudo pelos homens. Pois, sendo beneficiados pela filosofia machista, temo que tenham maior propensão a acatar como verdade os equívocos de Paulo.

Os riscos da tolerância ao erro


O fato é que eventos muito tristes trouxeram consigo, há três meses, a leitura de Romanos 7-8. Então me dei conta de que – contrariando todo o ensinamento de Jesus Cristo – pode ser compreendido como uma licença para errar:

...Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado.
para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito...”

E entendo que Romanos 10.9 trata a salvação em Jesus Cristo como uma espécie de fórmula mágica: “Porque, se com a tua boca confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo ”.

Isso também contradiz Jesus Cristo, segundo Mateus, 24: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (13,) e “Portanto, vigiai, pois não sabeis em que dia vem o vosso Senhor ” (42)

e Mateus, 7, 21-24:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha...”

Então, segundo Jesus Cristo, é preciso confessar não só com a boca, mas com o coração. E é preciso crer com o coração, não apenas na ressurreição. É preciso acreditar na viabilidade das práticas que Ele ensinou e sobretudo na possibilidade de estabelecer-se  justiça neste mundo, assim como Ele anunciou.

Para isso, é preciso acreditar primeiro na infinita superioridade do Deus verdadeiro, que ama a justiça, a honestidade, a correção. E detesta a corrupção, o roubo e a falsidade.

Quem acredita nessa superioridade consegue ter a fé, que alguns chamam de coragem, para enfrentar o poder deste mundo, para colocar emprego, família e posição social em jogo, recusando-se a compactuar com as injustiças.

Pois Jesus disse: “...buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (6.33). Disse ainda que Deus cuida até dos pássaros (Mateus 6.26), muito mais de nós e daqueles que amamos.

Quem acredita, consegue compreender que as perdas que sofremos neste mundo são oportunidades de aperfeiçoamento. Que Deus tem poder para restituir-nos tudo e ainda muito mais. Mas só Ele tem condições para saber o tempo certo para que isso aconteça e se nos convém que isso aconteça.

Quem acredita supera o vício na falsa segurança que o mundo oferece, vencendo cada dia, sem se deixar dominar pela ansiedade, depressão e respectivos psicotrópicos, que produzem tantos mortos-vivos.

Quem acredita alcança paz. Acredito que essa paz é o que Jesus definiu como o Reino de Deus dentro de nós (Lucas, 17.21): “O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Eí-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.”

O fato é que passamos a conseguir fazer as mais difíceis escolhas certas.

Acredito também que o oposto disso, é a angústia de pessoas que tinham empregos importantes, mas compactuaram com o roubo e acabaram presos ou vivem sob constante ameaça.

Até há pouco tempo, ainda podiam acreditar que bastava ir para a Europa com uma mala de dólares. Mas o deportação do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato (preso enquanto usava documentos falsos na Itália), mostrou que já não existe mais lugar neste mundo onde alguém possa esconder-se.

Agora a Polícia Federal lançou um aplicativo (CheckPol), “que permite a qualquer pessoa consultar a base de procurados internacionais da Interpol. O aplicativo permite a consulta do nome, da foto e de detalhes do crime cometido”.

Então não existe mais esperança para quem investe sua vida nas ilusões deste mundo. Sabendo que, “cedo ou tarde, tudo se revela”, acredito que até a impunidade seja angustiante. Uma espécie de angústia que compreendo como inferno.

Está claro que o caminho para esse inferno é a falta de fé e a incapacidade para controlar a própria ambição, como reconheceu o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, confirmando os textos bíblicos.

Então não é preciso morrer para conhecer o Reino de Deus e o inferno. Mas por que tanta gente prefere o inferno?

O fato é que as orientações de Jesus Cristo são muito contrárias à nossa própria natureza: ignorante, egoísta e ambiciosa. É difícil praticá-las.

Mas, como conhece a nossa natureza, Deus falou em esforço, em vez de resultado, segundo Mateus, 11.12: “Desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado pelo esforço e os que se esforçam se apoderam dele”.

Por isso, Deus também entendeu que, depois de mostrar todos os milagres realizados por Jesus Cristo, sua ressurreição e retorno, ainda era preciso enviar do seu próprio espírito, para capacitar os discípulos de Jesus a servirem-No.

Entendo que o Espírito Santo pode ser compreendido hoje como uma atualização necessária, para corrigir defeitos que impedem o bom funcionamento de um programa de computador.

Pois somos como um programa defeituoso e vulnerável. Precisamos conectar-nos a Deus pela oração, para buscar essa atualização constantemente. Pois o mundo está sempre lançando seus apelos, como os novos vírus de computador.

A salvação pela graça


O conceito de salvação pela graça surgiu da consciência de que somos tão defeituosos que, mesmo fazendo muito esforço para agradar a Deus, somos incapazes de nos tornar aceitáveis.

Os textos de Paulo são exaltados entre evangélicos, porque explicam isso de uma forma muito clara e compreensível.

Como judeu, Paulo compreendia bem o tema. Pois, naquela época, a religião judaica ainda sacrificava animais e oferecia outros produtos em rituais, pelo perdão dos pecados. Os judeus ortodoxos ainda sacrificam aves.

A salvação pela graça é a definitiva compreensão de que a humanidade toda estava condenada. Mas, no tempo de Noé, Deus arrependeu-se da decisão de destruir tudo e estabeleceu um grande plano de salvação.

Nesse plano, decidiu oferecer seu próprio filho em sacrifício, para anular os pecados do mundo. Pois, mesmo sendo Deus, Ele jamais muda uma lei de justiça estabelecida no universo, que exige compensação por cada erro que se pratica.

Assim a fé em Jesus Cristo é também o reconhecimento de que ninguém é bom o suficiente para cumprir sempre a vontade de Deus. Todos falhamos, acertamos e voltamos a falhar. Todos somos vulneráveis e dependemos do sacrifício ao qual Jesus Cristo se sujeitou, para anular os nossos erros.

Mas é certo que não foi Paulo quem revelou isso, mas Jesus Cristo. Os evangelhos de João anunciam-no muito claramente em diversos trechos:

Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê, já está condenado, pois não crê no nome do Filho unigênito de Deus. E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram as trevas em lugar da luz, pois suas obras eram más. Porque todo aquele que pratica o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam expostas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que se manifeste que suas obras são feitas em Deus.” (3.16-21)

Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não vai a julgamento, mas já passou da morte para a vida. (5.24)

Perguntaram-lhe, então: Que faremos para realizar as obras de Deus? Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Crede naquele que Ele enviou.” (6.28-29)

Porque esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (6.40).


O mais grave equívoco de Paulo


O mundo de fato quer obrigar-nos a compactuar com o mal e com a injustiça. É preciso remar contra essa maré.

Os riscos são tão sérios que, a meu ver, explicam porque Deus permitiu que os “evangelhos” de Paulo permanecessem por 2 mil anos. 

Mas jamais justificam que as pessoas continuem defendendo a própria omissão em ideias como as contidas em Romanos 13: “Todos devem sujeitar-se às autoridades do governo, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram ordenadas por ele”.

Pois, se isso fosse verdade, por que João Batista teve sua cabeça carregada numa bandeja? e por que decidiram crucificar Jesus Cristo? Todos sabem que não foi por prestarem homenagem aos poderosos nem por se omitirem diante de seus erros.

Mas, num tempo em que não havia nem mesmo impressão gráfica, no qual nem sonhavam com TV e Internet, como a mensagem de Jesus Cristo poderia transitar em meio ao joio para chegar ao trigo? (Mateus 13.24-30)

Hoje, no entanto, com tantos meios para anunciar a verdade, por que não se vê igrejas cristãs diretamente engajadas nos protestos contra a corrupção?

Por que – em meio a uma tão grave crise moral na administração pública – muitos dos que se dizem evangélicos preferem dirigir suas críticas aos homossexuais?

Que Deus nos conceda autoridades que realmente venham dele: que sejam justas e honestas. Mas, enquanto não vemos isso acontecer, devemos honrar o Deus verdadeiro, combatendo as autoridades que promovem fraude e corrupção, usando no máximo de humildade e prudência, conforme Mateus 10.16.